sábado, 29 de novembro de 2008
Treze Poetas - Serginho Poeta
Largo e Profundo - Serginho Poeta
No instante
Em que o sino da igreja anuncia
A hora da Ave Maria
O Menino outra vez desafia
A Guarda Municipal
Precipita-se por entre o comércio informal
E o mar de gente confusa
Desce a alameda em queda livre
E vai se abrigar nos braços da Meretriz
O Ambulante canta a oferta
Abafando o alerta de pega ladrão
No instante seguinte
O Padre bendiz o Menino
No ato do seu sermão
E a Carola, samaritana boa
Que momentos antes
Perdera a bolsa e a fé nos meninos
Reza e perdoa
E tudo volta ao normal
Percebo um olhar de soslaio
No Largo Treze de Maio
Coberta de jóia falsa
A maquiagem realça
O rosto da Moça da Vida
E a pouca idade que tem
A Guarda esquece o menino
O Ambulante grita de novo
E o povo se agita na praça
É tudo pressa de novo
E o Ônibus passa
E passo Eu e o Menino
A Carola e a Puta
Só o Largo Treze não passa.
Em que o sino da igreja anuncia
A hora da Ave Maria
O Menino outra vez desafia
A Guarda Municipal
Precipita-se por entre o comércio informal
E o mar de gente confusa
Desce a alameda em queda livre
E vai se abrigar nos braços da Meretriz
O Ambulante canta a oferta
Abafando o alerta de pega ladrão
No instante seguinte
O Padre bendiz o Menino
No ato do seu sermão
E a Carola, samaritana boa
Que momentos antes
Perdera a bolsa e a fé nos meninos
Reza e perdoa
E tudo volta ao normal
Percebo um olhar de soslaio
No Largo Treze de Maio
Coberta de jóia falsa
A maquiagem realça
O rosto da Moça da Vida
E a pouca idade que tem
A Guarda esquece o menino
O Ambulante grita de novo
E o povo se agita na praça
É tudo pressa de novo
E o Ônibus passa
E passo Eu e o Menino
A Carola e a Puta
Só o Largo Treze não passa.
Treze Poetas - Rui Mascarenhas
Angola Janga - Rui Mascarenhas
..."aquele não foi o pior sofrimento quando íamo mato a dentro
fugindo a dente de cão"
Pior o rosto vincado nos anos de solidão e assombros!
Pior o olhar catatônico que não distingue onde estamos!
Pior viver a honra de tão maculada mágoa sob intermináveis escombros!
Pior o degredo da alma no limbo que não diz quem realmente somos
..."Angola Janga surge a qualquer momento!
.............................(...a qualquer momento)"
..."com as forças de Olorum! de Olorum!"
Nosso Alimento!
"muitos moços moças - poucos velhos dando o exemplo
aos que nunca chegaram tão longe - a sol poente
aos que nunca aqueles matos investigaram"
Nego bom não se rende! Não se vende!
"mato que cortava feito navalha,
e pio de pássaro nunca ouvido – seguido
por olho de índio menos temido que os ferros da senzala"
...e quando a noite caía, ninguém entendia a tormenta que se passava.
E naquela noite,
Eu quis a morte de imediato!
Mas a morte não me quis!
Em Pânico devora-me as entranhas!
Em Pânico ressuscito!
Aí De Nós Quando A Noite Nos Deixar Se Pudermos Abrir Os Olhos À Realidade Fitaríamos Com Horror A Vida O Espírito Haveríamos De Despertar E Que Certamente A Mercê De Tantas Atrocidades Deixaria O Corpo Transfigurado Ao Extremo A Ponto De Partir Pois O Espírito Não Nos Quer Atados Ao Mundo Quer Abandonar-Nos A Qualquer Momento
"...e fomos encontrando terra boa,
Boa como os deuses haviam dito!
Bendito Exu! Que nos trouxe a essas alturas!
Bendito Oxossi! Por debandar esses malditos!
Bendito São Benedito! Aos que existem na extensão de minha textura!"
II
Vejo que muitos anos se passaram
Do Cafundó a Santo Amaro,
Onde a morte não me quis naquela noite...
Nem a lenta agonia do açoite!
...e encontro nossas antigas casas de dandaka embrutecidas!
Lado a lado sobremesmos ombros lacerados,
Meu Desorganizado Quilombo!
Vejo o intenso colorido que derrama quando essas delicadas habitações de miúdos abrem suas portas...
O sangue a escorrer-lhes as veias de vias em avenidas expostas
Que de súbito amanhece exalando os odores agreste dos Silvas,
das frias calçadas sob as costas...
...E Salve! Salve! Os Santos Silvas! Os Joseniltons também!
Que dia a dia revivem a mesma enxotada refinada de horrores
Às vistas cegas da Igreja Matriz da Eterna Glória dos Honoráveis Senhores!
...vejo quão tristes teus filhos são!
...um amargo frescor lhes saem das janelas do riso como se entoassem cânticos de alegria no exílio.
...sigo por entre ruas estreitas e tortas
...o sândalo perfuma o machado que o corta.
fugindo a dente de cão"
Pior o rosto vincado nos anos de solidão e assombros!
Pior o olhar catatônico que não distingue onde estamos!
Pior viver a honra de tão maculada mágoa sob intermináveis escombros!
Pior o degredo da alma no limbo que não diz quem realmente somos
..."Angola Janga surge a qualquer momento!
.............................(...a qualquer momento)"
..."com as forças de Olorum! de Olorum!"
Nosso Alimento!
"muitos moços moças - poucos velhos dando o exemplo
aos que nunca chegaram tão longe - a sol poente
aos que nunca aqueles matos investigaram"
Nego bom não se rende! Não se vende!
"mato que cortava feito navalha,
e pio de pássaro nunca ouvido – seguido
por olho de índio menos temido que os ferros da senzala"
...e quando a noite caía, ninguém entendia a tormenta que se passava.
E naquela noite,
Eu quis a morte de imediato!
Mas a morte não me quis!
Em Pânico devora-me as entranhas!
Em Pânico ressuscito!
Aí De Nós Quando A Noite Nos Deixar Se Pudermos Abrir Os Olhos À Realidade Fitaríamos Com Horror A Vida O Espírito Haveríamos De Despertar E Que Certamente A Mercê De Tantas Atrocidades Deixaria O Corpo Transfigurado Ao Extremo A Ponto De Partir Pois O Espírito Não Nos Quer Atados Ao Mundo Quer Abandonar-Nos A Qualquer Momento
"...e fomos encontrando terra boa,
Boa como os deuses haviam dito!
Bendito Exu! Que nos trouxe a essas alturas!
Bendito Oxossi! Por debandar esses malditos!
Bendito São Benedito! Aos que existem na extensão de minha textura!"
II
Vejo que muitos anos se passaram
Do Cafundó a Santo Amaro,
Onde a morte não me quis naquela noite...
Nem a lenta agonia do açoite!
...e encontro nossas antigas casas de dandaka embrutecidas!
Lado a lado sobremesmos ombros lacerados,
Meu Desorganizado Quilombo!
Vejo o intenso colorido que derrama quando essas delicadas habitações de miúdos abrem suas portas...
O sangue a escorrer-lhes as veias de vias em avenidas expostas
Que de súbito amanhece exalando os odores agreste dos Silvas,
das frias calçadas sob as costas...
...E Salve! Salve! Os Santos Silvas! Os Joseniltons também!
Que dia a dia revivem a mesma enxotada refinada de horrores
Às vistas cegas da Igreja Matriz da Eterna Glória dos Honoráveis Senhores!
...vejo quão tristes teus filhos são!
...um amargo frescor lhes saem das janelas do riso como se entoassem cânticos de alegria no exílio.
...sigo por entre ruas estreitas e tortas
...o sândalo perfuma o machado que o corta.
Treze Poetas - Renato Palmares
O preço da fantasia - Renato Palmares
Elas estão por ali:
Rua da Matriz, Alameda Santo Amaro , Barão do Rio Branco, praça Floriano...
Largo Treze De Maio.
Santo Amaro rogai por elas!
Posto que ninguém mais roga!
Elas estão por ali...
Damas da noite florindo na calçada:
Perfume, batom, minissaia...
Vendendo fantasias que não se sabe,
Não podem ou não querem comprar...
Lábios imaculados, lábios violentados!
Leite, mel e açoite...
Ganhando a vida, perdendo a vida...
Santo Amaro, rogai por elas !
Posto que ninguém mais roga...
Elas estão por ali !
Sol escaldante, friagem da madruga...
Caras, bocas, bundas, coxas...
Nem tão livres... nem tão pobres...
Utilidade pública, utilidade púbica!
Santo Amaro, rogai por elas!
Posto que ninguém mais roga...
Santo Amaro !
Santo!...Céu!... Milagres!... Orações!...
Elas, profanas... inferno... orgasmos... ilusões..
Rua da Matriz, Alameda Santo Amaro , Barão do Rio Branco, praça Floriano...
Largo Treze De Maio.
Santo Amaro rogai por elas!
Posto que ninguém mais roga!
Elas estão por ali...
Damas da noite florindo na calçada:
Perfume, batom, minissaia...
Vendendo fantasias que não se sabe,
Não podem ou não querem comprar...
Lábios imaculados, lábios violentados!
Leite, mel e açoite...
Ganhando a vida, perdendo a vida...
Santo Amaro, rogai por elas !
Posto que ninguém mais roga...
Elas estão por ali !
Sol escaldante, friagem da madruga...
Caras, bocas, bundas, coxas...
Nem tão livres... nem tão pobres...
Utilidade pública, utilidade púbica!
Santo Amaro, rogai por elas!
Posto que ninguém mais roga...
Santo Amaro !
Santo!...Céu!... Milagres!... Orações!...
Elas, profanas... inferno... orgasmos... ilusões..
Treze Poetas - Paulo Almeida
Santo Amaro de Vários Artistas - Paulo Almeida
Nem todos os demônios se dissiparam
Na barra da manhã...
Quando amanheceu era sábado,
O sétimo dia,
E pouca coisa era sagrada :
Quem sabe a necessidade do camelô
Dizendo nunca se sabe ,
Atento à guarda municipal,
Quem sabe a pouca idade da menina
Calcando ruas já tão prostituídas,
Quem sabe a febre de Paulo,
Eiró,perseguindo noivas,poemas,
e represas entre ruas, catedrais
E hospícios .
Na casa amarela treze poetas
E treze visões se entrelaçam.
Colecionadores de pedras
Extravasam poemas e vidraças
Com um novo olhar .
Um planeja ornar com flores
A carabina de Borba Gato.
Outra ,poeta e menina,
Dança no coreto enquanto recita
Nua poesia sobretudo Santo Amaro.
Vamos ao largo de dvds , piratas ,
E da catedral sufocada,
Colocar versos na boca da estátua,
Ouvir o uivo dos albergados,
Confissões púbicas e sem preço
Da fantasia em hotéis baratos.
Vamos comungar o pão e a poesia,
Perecíveis artistas no monumental teatro das ruas.
Na barra da manhã...
Quando amanheceu era sábado,
O sétimo dia,
E pouca coisa era sagrada :
Quem sabe a necessidade do camelô
Dizendo nunca se sabe ,
Atento à guarda municipal,
Quem sabe a pouca idade da menina
Calcando ruas já tão prostituídas,
Quem sabe a febre de Paulo,
Eiró,perseguindo noivas,poemas,
e represas entre ruas, catedrais
E hospícios .
Na casa amarela treze poetas
E treze visões se entrelaçam.
Colecionadores de pedras
Extravasam poemas e vidraças
Com um novo olhar .
Um planeja ornar com flores
A carabina de Borba Gato.
Outra ,poeta e menina,
Dança no coreto enquanto recita
Nua poesia sobretudo Santo Amaro.
Vamos ao largo de dvds , piratas ,
E da catedral sufocada,
Colocar versos na boca da estátua,
Ouvir o uivo dos albergados,
Confissões púbicas e sem preço
Da fantasia em hotéis baratos.
Vamos comungar o pão e a poesia,
Perecíveis artistas no monumental teatro das ruas.
Treze Poetas - Laura Guimarães
Laurinha Guimarães tem 22 anos e cursa Letras na USP. Sua poesia é carregada de musicalidade e sonoridade, já que, além de poeta, é violonista, cantora e compositora. Já apresentou-se na Casa das Rosas, Teatro do Ator e no projeto "A Curva da Praça", que lhe rendeu o convite para participar deste projeto: "Treze visões do largo treze de maio".
Ecos do Largo Treze - Laura Guimarães
Que tipo de fé, seu moço,
consola as noites
desse pedaço de chão?
Sabe, seu moço,
um tipo de Deus diferente
passeia pelo Largo.
Pequenos milagres
escorrem pelas sarjetas
e abotoam as camisas
daqueles que não as têm.
O sopro de sarcasmo que falta
transborda dos copos cheios de mágoa
que toma conta do corpo
daqueles que não têm mais corpo, não.
Sabe, seu moço,
há um rio mudo
correndo, ao largo,
por entre as veias desse povo.
Correnteza forte, sim senhor!
Sabe, seu moço,
há um largo sorriso de medo
preso em suas gargantas.
Protestariam, se soubessem.
Contestariam, se pudessem.
Mas de que adianta força sem direção?
O pai de família corre atrás do pão.
A dona de casa faz milagre na ponta da faca.
A criança faz brinquedo do lixo que sobra.
Do pouco que sei,
sei que esse pedaço de chão
é como se fosse o mundo inteiro.
Santo Amaro.
.......................Meu mundo, meu chão.
consola as noites
desse pedaço de chão?
Sabe, seu moço,
um tipo de Deus diferente
passeia pelo Largo.
Pequenos milagres
escorrem pelas sarjetas
e abotoam as camisas
daqueles que não as têm.
O sopro de sarcasmo que falta
transborda dos copos cheios de mágoa
que toma conta do corpo
daqueles que não têm mais corpo, não.
Sabe, seu moço,
há um rio mudo
correndo, ao largo,
por entre as veias desse povo.
Correnteza forte, sim senhor!
Sabe, seu moço,
há um largo sorriso de medo
preso em suas gargantas.
Protestariam, se soubessem.
Contestariam, se pudessem.
Mas de que adianta força sem direção?
O pai de família corre atrás do pão.
A dona de casa faz milagre na ponta da faca.
A criança faz brinquedo do lixo que sobra.
Do pouco que sei,
sei que esse pedaço de chão
é como se fosse o mundo inteiro.
Santo Amaro.
.......................Meu mundo, meu chão.
Treze Poetas - João Rosalvo
Como poeta participou do movimento Sarauê, além da organização dos dois Festivais de Música e Literatura da Faculdade de Filosofia , Letras e Ciências Humanas (FFLCH - USP), tendo um poema (SONIFESTO) publicado no livro do primeiro festival. Ao ser convidado para participar das "Treze visões" relutou, pois não sabia exatamente qual a proposta, mas hoje se entusiasma com as dimensões que um movimento como esse pode ter e espera que seja um forte sopro para reavivar a chama da cultura para a região santamarense e com essa chama incendiar a cultura de uma maneira mais ampla.
Ao Santo armado - João Rosalvo
ajoelhado
devotado em oração
surge no banquinho inexistente da praça
um homem
na noite
que diante de sua devoção paulista
(a estátua do Borba Gato)
começa:
"Oh, meu Santo Armado,
de guerra construído e preparado,
que guardas a cidade amarga de barro,
bairro da grande metrópole, São Paulo,
meu tempo anti-lunar vem te pedir,
salve nossas noites de esperança
salve nossas boites, nossas danças,
nas ruas terminais de Santo Amaro
nas praças floreais de poucos atos,
nas casas da antiga: antigos fatos.
Fazei de nossa flor Matriz,
da alameda eira e da Eiró Meretriz,
a chave para acharmos o paraíso,
asfalto e carro e condutor divinos.
Com goles de cerveja, salvai as nossas almas padecidas
e as pobres caras, um tanto parecidas
dos jovens moços que roem o osso sujo e bebem do esgoto pútrido da cidade esquecida.
Aos maltrapilhos que cantam vícios
em coro triste no coreto limpo da Floriano,
dá menos planos e mais oportunidade
de fumarem um cigarro novo por noite
ou de cobrirem seus corpos poucos com lençóis de verdade.
Salve nossas Ladys e nossos End Nights.
E salve esta alma de homem pobre
que toda noite se cobre com manto de jornal
e diante da lua: silêncio sepulcral;
clama pelo povo sofrido
da noite querida
da Santo Amaro perdida
entre os becos e os beijos de suas meninas."
devotado em oração
surge no banquinho inexistente da praça
um homem
na noite
que diante de sua devoção paulista
(a estátua do Borba Gato)
começa:
"Oh, meu Santo Armado,
de guerra construído e preparado,
que guardas a cidade amarga de barro,
bairro da grande metrópole, São Paulo,
meu tempo anti-lunar vem te pedir,
salve nossas noites de esperança
salve nossas boites, nossas danças,
nas ruas terminais de Santo Amaro
nas praças floreais de poucos atos,
nas casas da antiga: antigos fatos.
Fazei de nossa flor Matriz,
da alameda eira e da Eiró Meretriz,
a chave para acharmos o paraíso,
asfalto e carro e condutor divinos.
Com goles de cerveja, salvai as nossas almas padecidas
e as pobres caras, um tanto parecidas
dos jovens moços que roem o osso sujo e bebem do esgoto pútrido da cidade esquecida.
Aos maltrapilhos que cantam vícios
em coro triste no coreto limpo da Floriano,
dá menos planos e mais oportunidade
de fumarem um cigarro novo por noite
ou de cobrirem seus corpos poucos com lençóis de verdade.
Salve nossas Ladys e nossos End Nights.
E salve esta alma de homem pobre
que toda noite se cobre com manto de jornal
e diante da lua: silêncio sepulcral;
clama pelo povo sofrido
da noite querida
da Santo Amaro perdida
entre os becos e os beijos de suas meninas."
Treze Poetas - Ivan Antunes
Largo Treze de Maio - Ivan Antunes
leva capa do celular
leva dvd barato
quatro meu é um
gelada coca gelada
gelada brahma gelada
amendoim do he-man
come o meu aqui faz neném
vem o carro do pão doce
tem pão de creme de côco
tem pão de creme de milho
atestado de saúde
faço dez o atestado
faço exame de vista, dentista
olha ótica ótica ótica tia
eu compro: ouro
dólar euro ouro
bom dia senhor.
bom dia?
posso falar um minuto?
posso te ajudar um minuto?
posso te assaltar um minuto?
posso te surrar um minuto?
posso te matar um minuto?
cheguei afim de venda
só não quero é caroço
hoje faço promoção
vendo aqui a banca inteira
olha o cafezim com leite
(amendoim do japonês)
é caldo de cana do bacana
tapioca toda doce
o carro do pão doce vai passar
é o queijo das minas do mineiro
tem saúde tem plano de saúde
ultrassom
faz na agora senhora?
chegue cá gato,
namorá amá rolá?
brincá
de fazê filho?
é dez: garanto a diversão.
amai-vos sempre uns aos outros
contribua sempre teu reino
foge dos pecados da carne
e ale lu i a
"- VEM RÁPA"
vai
pau
polícia
sem papo.
fim da sinfonia
popular
leva dvd barato
quatro meu é um
gelada coca gelada
gelada brahma gelada
amendoim do he-man
come o meu aqui faz neném
vem o carro do pão doce
tem pão de creme de côco
tem pão de creme de milho
atestado de saúde
faço dez o atestado
faço exame de vista, dentista
olha ótica ótica ótica tia
eu compro: ouro
dólar euro ouro
bom dia senhor.
bom dia?
posso falar um minuto?
posso te ajudar um minuto?
posso te assaltar um minuto?
posso te surrar um minuto?
posso te matar um minuto?
cheguei afim de venda
só não quero é caroço
hoje faço promoção
vendo aqui a banca inteira
olha o cafezim com leite
(amendoim do japonês)
é caldo de cana do bacana
tapioca toda doce
o carro do pão doce vai passar
é o queijo das minas do mineiro
tem saúde tem plano de saúde
ultrassom
faz na agora senhora?
chegue cá gato,
namorá amá rolá?
brincá
de fazê filho?
é dez: garanto a diversão.
amai-vos sempre uns aos outros
contribua sempre teu reino
foge dos pecados da carne
e ale lu i a
"- VEM RÁPA"
vai
pau
polícia
sem papo.
fim da sinfonia
popular
Treze Poetas - Indiara Nicoletti
No colegial aprendeu fotografia, formando-se como técnico em Publicidade e foi também no colegial que começou a escrever poesia e a desenhar e pintar...
Participou do projeto de pintura de postes(intervenção urbana): Totens da Paz, no bairro da Lagoa da Conceição em Florianópolis, coordenado por Lis Figueiredo.
Atualmente estuda Artes Plásticas na UDESC(Universidade do Estado de Santa Catarina), aonde vem realizando trabalhos em Artes Visuais utilizando-se de diversas técnicas e linguagens como: gravuras(metal, litogravura, serigrafia), fotografia, vídeo-arte e vídeo-poesia, desenhos...
Em Janeiro de 2006 participou da exposição "Feliz aniversário Nelson Leirner", com um trabalho em Litogravura na galeria Casa da Xiclet em São Paulo.
E entre Junho e Julho de 2006 participou da exposição"Emparedados" no MHSC Museu Histórico de Santa Catarina (Palácio Cruz e Souza), com um trabalho coletivo juntamente com Gabriela Dreher e Fernanda Junqueira um site-arte tendo como foco o próprio Museu Histórico, Palácio Cruz e Souza.
Em 2007 e 2008 vem participando do Sarau Boca de Cena, em Florianópolis. Projeto de Extensão Universitária pela UFSC (Universidade do Estado de Santa Catarina) coordenado por Juliana Impaléa.
Em 2008 teve poemas publicados nas revistas: "Sarau Boca de Cena em revista" Florianópolis-SC e revista "Não Funciona" – São Paulo-SP.
"Ciclo de Vida" - Indiara Nicoletti
Gira rodopia
a criança no coreto
Menina que dorme
de olhos semiaberto
No relento da calçada
O plástico preto
que sonora ao vento
Pode ser o cobertor
Pode ser a cama
Para o mijar
Embriagado
Os olhos fecham-se
Na esperança de um sono
Continuo ...
Mas o som da praça
Adormecida
De gritos de liquidações
Mudas
Na voz muda de garças
Que migram em direção
As águas represadas
A menina passeia
As margens da Guarapiranga
Muitas crianças
Pulam se jogam
Nas águas em
Um dia de sol
A mãe pede ao filho
Que não arrisque
A pele na sombridez
Da água turva
Mas o menino vê o verde
Do parque da mata
Do corredor de arvores
Ao lado da hípica
O céu azul
Refletido nas
Águas
Ora mansa recheada de peixes
Ora redemoinho que engole gente
Nas turbinas da Sabesp
A menina sonha
Os cabelos acariciados
Pelo vento
Pelas mãos de vento
Da Donzela Guaianazes
Moça que também
Habita a praça
Viajante de outros tempos
Raiz plantada nestas terras
Aos pés da árvore tombada
Para a construção do camelódromo
Plásticos brandam
Mortos, matéria
descartada
Olhares esquecidos
Na calçada composta
De passos ligeiros
Marcas nas mãos
Ciclo de vida
Reciclar as relações
Corriqueiras, fugazes
Como as promessas
Da cidade das luzes modernistas
Um dia no coreto
Habitou uma princesa
Bonecas de porcelana
Na jazida casa alemã
Bomba de chocolate
No rosto emnuviado
Da menina
Na jazida doceria Yramaia
Ecos de vozes do papagaio
No corredor da madrugada
Na também jazida pensão
Talvez uma Espanhola
Sonha a menina
Travesseiro de colo materno
Da donzela Guaianazes
Ela seria mãe
Se não fosse
Interrompida por
Fogo azul
Jaz Borba ao vento
Duro concretizado
No mosaico de Júlio Guerra
Borba andarilho de ladrilhos
Dá as costas para o fruto
Da semente mal plantada
Cayubi olha sua filha
Hoje mãe acariciando
Os cabelos da menina
Gira a menina no coreto
Ciclo de vida
Ciclo das águas
Que levam as lágrimas de mazelas
Julio Guerra limpa as pedras
De mármore e basalto
Julio Guerra lava o painel
Poluído por tinta preta
Em casas de outrora
Espanhóis, Portugueses
Alemães... habita uma tela
De Júlio que observa
A porta Veneziana do teatro
Lava as pedras no painel
Com lágrimas derramadas
Descansa Júlio Guerra
As lágrimas que brotam da terra
Na construção do metro
Fura o lençol freático
Com sede, do alto
A menina observa
Acompanhada
Pela donzela Guaianazes
Na igreja
Vultos de um jazido cemitério
Assustada ela volta para o coreto
Cayubi limpa o sono
De quem dorme ao relento
Guaranis com suas maracás
Hoje em Parelheiros
Cayubi abençoa a praça
Terebê planta ao pé
Da grande arvore
A semente de um povo
Útero da Terra
Aqüífero Guarani
Jorrando água
Na calçada
Cayubi guardião de toda a Terra
Olha a praça de frente
Com sua gente
Sua casa amarela
Onde em uma madrugada
Uma cidade virou bairro
Promessa fugaz...
Cayubi olha Borba
Olhar concretizado
Pelo chumbo
Olhar amolecido
Pelas lágrimas
Água Guarani
Sangue da Terra
Água cíclica
As margens da represa
Ciclo de vida na matéria ignorada
Trabalho de mãos calejadas
Jorrando o desperdício na calçada
Hoje são poucas as arvores
São diferentes os frutos
Plástico brotando no concreto
A donzela Guaianazes
Puxa um galho de Jasmim
E abençoa sua filha tão pequena
Tão sofrida
Com um beijo deixa a praça
Ciclo de vida na calçada
Criança gira no coreto
No tempo sonha
E com o vento
Se despede
a criança no coreto
Menina que dorme
de olhos semiaberto
No relento da calçada
O plástico preto
que sonora ao vento
Pode ser o cobertor
Pode ser a cama
Para o mijar
Embriagado
Os olhos fecham-se
Na esperança de um sono
Continuo ...
Mas o som da praça
Adormecida
De gritos de liquidações
Mudas
Na voz muda de garças
Que migram em direção
As águas represadas
A menina passeia
As margens da Guarapiranga
Muitas crianças
Pulam se jogam
Nas águas em
Um dia de sol
A mãe pede ao filho
Que não arrisque
A pele na sombridez
Da água turva
Mas o menino vê o verde
Do parque da mata
Do corredor de arvores
Ao lado da hípica
O céu azul
Refletido nas
Águas
Ora mansa recheada de peixes
Ora redemoinho que engole gente
Nas turbinas da Sabesp
A menina sonha
Os cabelos acariciados
Pelo vento
Pelas mãos de vento
Da Donzela Guaianazes
Moça que também
Habita a praça
Viajante de outros tempos
Raiz plantada nestas terras
Aos pés da árvore tombada
Para a construção do camelódromo
Plásticos brandam
Mortos, matéria
descartada
Olhares esquecidos
Na calçada composta
De passos ligeiros
Marcas nas mãos
Ciclo de vida
Reciclar as relações
Corriqueiras, fugazes
Como as promessas
Da cidade das luzes modernistas
Um dia no coreto
Habitou uma princesa
Bonecas de porcelana
Na jazida casa alemã
Bomba de chocolate
No rosto emnuviado
Da menina
Na jazida doceria Yramaia
Ecos de vozes do papagaio
No corredor da madrugada
Na também jazida pensão
Talvez uma Espanhola
Sonha a menina
Travesseiro de colo materno
Da donzela Guaianazes
Ela seria mãe
Se não fosse
Interrompida por
Fogo azul
Jaz Borba ao vento
Duro concretizado
No mosaico de Júlio Guerra
Borba andarilho de ladrilhos
Dá as costas para o fruto
Da semente mal plantada
Cayubi olha sua filha
Hoje mãe acariciando
Os cabelos da menina
Gira a menina no coreto
Ciclo de vida
Ciclo das águas
Que levam as lágrimas de mazelas
Julio Guerra limpa as pedras
De mármore e basalto
Julio Guerra lava o painel
Poluído por tinta preta
Em casas de outrora
Espanhóis, Portugueses
Alemães... habita uma tela
De Júlio que observa
A porta Veneziana do teatro
Lava as pedras no painel
Com lágrimas derramadas
Descansa Júlio Guerra
As lágrimas que brotam da terra
Na construção do metro
Fura o lençol freático
Com sede, do alto
A menina observa
Acompanhada
Pela donzela Guaianazes
Na igreja
Vultos de um jazido cemitério
Assustada ela volta para o coreto
Cayubi limpa o sono
De quem dorme ao relento
Guaranis com suas maracás
Hoje em Parelheiros
Cayubi abençoa a praça
Terebê planta ao pé
Da grande arvore
A semente de um povo
Útero da Terra
Aqüífero Guarani
Jorrando água
Na calçada
Cayubi guardião de toda a Terra
Olha a praça de frente
Com sua gente
Sua casa amarela
Onde em uma madrugada
Uma cidade virou bairro
Promessa fugaz...
Cayubi olha Borba
Olhar concretizado
Pelo chumbo
Olhar amolecido
Pelas lágrimas
Água Guarani
Sangue da Terra
Água cíclica
As margens da represa
Ciclo de vida na matéria ignorada
Trabalho de mãos calejadas
Jorrando o desperdício na calçada
Hoje são poucas as arvores
São diferentes os frutos
Plástico brotando no concreto
A donzela Guaianazes
Puxa um galho de Jasmim
E abençoa sua filha tão pequena
Tão sofrida
Com um beijo deixa a praça
Ciclo de vida na calçada
Criança gira no coreto
No tempo sonha
E com o vento
Se despede
Treze Poetas - Erika Pires

O Limpo - Erika Pires
Se Paulo Amaro,
São Paulo Eiró:
Do arrabalde um canto
em pés marcados
pelo amargo pó.
Sangue limpo, ou quase -
São sangues derramados
pelas beiras
do santo.
São Paulos agrilhoados
- eiras da quase cidade.
.São sonhos de humanidade
em liames angustiados.
São versos
silenciados.
São eco – refúgio das Arcadas
– mansitude e liberdade
.Arroubos e perfeições
de infortúnio
– plenitude em fuga às instruções:
.Na morosa vila Ibirapuera
O quase padre-jurista, poeta
Fez animar revoltas a sua era
E
Em cantos d’um santo malfadado,
encontrado o pranto contra-atado,
à recolha do manto-encanto famigerado
da doutrina
.de ser-vir e ser pecado
por amar em fugas, agridoce sorte
e
São Paulo Eiró:
Do arrabalde um canto
em pés marcados
pelo amargo pó.
Sangue limpo, ou quase -
São sangues derramados
pelas beiras
do santo.
São Paulos agrilhoados
- eiras da quase cidade.
.São sonhos de humanidade
em liames angustiados.
São versos
silenciados.
São eco – refúgio das Arcadas
– mansitude e liberdade
.Arroubos e perfeições
de infortúnio
– plenitude em fuga às instruções:
.Na morosa vila Ibirapuera
O quase padre-jurista, poeta
Fez animar revoltas a sua era
E
Em cantos d’um santo malfadado,
encontrado o pranto contra-atado,
à recolha do manto-encanto famigerado
da doutrina
.de ser-vir e ser pecado
por amar em fugas, agridoce sorte
e
Treze Poetas - Domenico Almeida Coiro

Compôs para diversas formações instrumentais, espetáculos de dança, teatro, vídeo-poesia e performances.
Apresentações, na cidade de São Paulo, no MASP , Centro Cultural Vergueiro, Goethe Institut, e nos festivais de teatro de Curitiba e Diamantina.
Tem poesias nas revistas virtuais Zunái e Cronópios e livros ainda não publicados.
Prisão: A praça é do povo! - Domenico Almeida
Prenderam a praça, Floriano!
Que prosa essa, que surpresa, o que foi que desgraçou?
Doze anos represada, que nem tigre no xadrez
coreto, banco, árvores, passeio, tudo grade e cadiado!
Mas que agressão!
Quem é que apropriou com olho-grande o que era alegre?
Tremenda encrenca!
Bola-presa, contrabando, prostituta, ladroagem, desemprego,
bate-prego, amarração, estupramento, sangradouro,
vale-brinde, represália...
sem falar na cobra-grande, pedregosa profissão
expresso preço da praga, play-ground da droga
Vixe-Maria! Coisa braba!
E outro arranjo? Em vez de prender, não podia proteger?
Difícil, mais trabalho, mais depressa aprisionar, encarcerar
Mas o segredo, apropriado, é regredir a repressão
O compromisso, a promessa, é impregnar a praça
De arte, aprendizado, educação.
E se o pau rolar, a polícia, beleguim
Pra engradar no xilindró — não a praça inofensiva —
os que degradam a paz do povo
malogrando a alegria, a graça livre
sagrada a qualquer pessoa.
Não à prisão! Captura-cadeia, clausura da praça
Sim ao conviver! Prosa branda, surpresa, apreço humano, predileto.
Desprendam a grade da praça!
Empreguem arte no espaço!
Tirem a grade da praça!
Criem arte no espaço...!
Que prosa essa, que surpresa, o que foi que desgraçou?
Doze anos represada, que nem tigre no xadrez
coreto, banco, árvores, passeio, tudo grade e cadiado!
Mas que agressão!
Quem é que apropriou com olho-grande o que era alegre?
Tremenda encrenca!
Bola-presa, contrabando, prostituta, ladroagem, desemprego,
bate-prego, amarração, estupramento, sangradouro,
vale-brinde, represália...
sem falar na cobra-grande, pedregosa profissão
expresso preço da praga, play-ground da droga
Vixe-Maria! Coisa braba!
E outro arranjo? Em vez de prender, não podia proteger?
Difícil, mais trabalho, mais depressa aprisionar, encarcerar
Mas o segredo, apropriado, é regredir a repressão
O compromisso, a promessa, é impregnar a praça
De arte, aprendizado, educação.
E se o pau rolar, a polícia, beleguim
Pra engradar no xilindró — não a praça inofensiva —
os que degradam a paz do povo
malogrando a alegria, a graça livre
sagrada a qualquer pessoa.
Não à prisão! Captura-cadeia, clausura da praça
Sim ao conviver! Prosa branda, surpresa, apreço humano, predileto.
Desprendam a grade da praça!
Empreguem arte no espaço!
Tirem a grade da praça!
Criem arte no espaço...!
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Treze Poetas - Cláudio Laureatti
Largo 13 direções ciganas com você - Cláudio Laureatti
Vem de lá
..............libertos
Vem de cá
...............rosas desabrochadas
Vende flores incendiárias
revolucionárias
Vende Nordeste pra Sudeste
Vem de América(nópolis)
Joaniza )Hip Hop( Missionária
Vem do verde de HigieNópolis
Vende rolo e papel
Escamas duras
vem de peixe
Vende peixe
Vem de Guarapiranga
índios iguais a mim
Uma flor no berro do Borba Gato
O mau não merece ser mencionado
Romances de Paulo Eiró
sonhos ruínas e um filho só
Só lhe dão atenção se for rápido e bom
Nos levaram tudo deixaram palavras
É santo amar o blues
Jabaquara Terminal Santo Amaro
fogem Imigrantes diversos
pra outras bandas outras casas
outras praias rasas de camelô
Amores que tive e aqui não confesso
Vem de coração
Vende coração-balão
Abençoado camelô da bixiga
..............libertos
Vem de cá
...............rosas desabrochadas
Vende flores incendiárias
revolucionárias
Vende Nordeste pra Sudeste
Vem de América(nópolis)
Joaniza )Hip Hop( Missionária
Vem do verde de HigieNópolis
Vende rolo e papel
Escamas duras
vem de peixe
Vende peixe
Vem de Guarapiranga
índios iguais a mim
Uma flor no berro do Borba Gato
O mau não merece ser mencionado
Romances de Paulo Eiró
sonhos ruínas e um filho só
Só lhe dão atenção se for rápido e bom
Nos levaram tudo deixaram palavras
É santo amar o blues
Jabaquara Terminal Santo Amaro
fogem Imigrantes diversos
pra outras bandas outras casas
outras praias rasas de camelô
Amores que tive e aqui não confesso
Vem de coração
Vende coração-balão
Abençoado camelô da bixiga
Treze Poetas - Carlos Galdino
A Curva da Praça - Carlos Galdino
A curva da praça
é curva de rio
Tem gente com fome
Tem gente com frio
Na curva da praça
Tem gente que fica
Tem gente que passa
Tem gente esquisita
Na curva da praça
Tem gente que joga
E gente jogada
Tem gente com tudo
Gente sem nada
A curva da praça
Tem crime e segredo
Tem gente esperta
E gente com medo
A curva é de um só
A curva é de massa
A curva tem preço
A curva é de graça
A curva da praça...
é curva de rio
Tem gente com fome
Tem gente com frio
Na curva da praça
Tem gente que fica
Tem gente que passa
Tem gente esquisita
Na curva da praça
Tem gente que joga
E gente jogada
Tem gente com tudo
Gente sem nada
A curva da praça
Tem crime e segredo
Tem gente esperta
E gente com medo
A curva é de um só
A curva é de massa
A curva tem preço
A curva é de graça
A curva da praça...
Treze Poetas: Ad Rocha

terça-feira, 25 de novembro de 2008
Metrô: do nada ao sonho - Ad Rocha
passaram as mulas dos bandeirantes
abrindo picadas
as parelhas com as tralhas dos imigrantes
Por aqui
passaram as procissões
com a imagem em andor de Santo Amaro
os magarefes, saltimbancos e vates
os camelôs com suas quinquilharias
passaram as procissões
com a imagem em andor de Santo Amaro
os magarefes, saltimbancos e vates
os camelôs com suas quinquilharias
Ao lado da Matriz do Largo 13
jaz uma placa
indicando a última viagem dos bondes
onde hoje, ali mesmo
inicia a nova rota do metrô
ligando o sonho ao nada
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Muito mais que 13...

A partir dos TREZE pontos LEVANTADOS sobre o Largo TREZE de Maio, o projeto "As 13 VISÕES DO largo 13 de maio" PATROCINADO pelo VAI em 2008 conseguiu DEMOCRATIZAR o acesso à cultura em Santo Amaro. NO INÍCIO pretendiamos ABRAÇAR o mundo e POR FIM compreendemos que FAZER ARTE e promover cultura em SANTO AMARO não é nada fácil.
Esse Largo Treze tem é ARTE DA SOBRA, poesia e história pra contar.
"SANTO Largo Treze", um contraste da mistura do dendê com a capa do celular do churrasco de gato, com o dvd barato, da poesia e história nossa. É santo porque é LARGO e 13.
(IA e RM)
Lambes Lei Poesia Cidade Limpa!
lambes,
idéia da sissy eiko
diagramação da própria
ilustra do jozz
nessa primeira etapa
paulo de almeida
ivan antunes
joao rosalvo
rui mascarenhas
ad rocha
domenico de almeida
renato palmares

...a idéia é divulgar poesia por postes e praças de santo amaro, como a floriano peixoto e outras etc e tal, na tua rua quem sabe?
idéia da sissy eiko
diagramação da própria
ilustra do jozz
nessa primeira etapa
de boa
tomando cuidado com a lei
cidade limpa ( ?)
participaram:
paulo de almeida



...a idéia é divulgar poesia por postes e praças de santo amaro, como a floriano peixoto e outras etc e tal, na tua rua quem sabe?
vamos encher nossas veredas com pinches de poesias!
participe também!
(IA e RM)
(IA e RM)
domingo, 16 de novembro de 2008
Antologia Poética: Santo Largo 13

...essa galera tá feliz assim porque conquistou mais uma publicação daquelas! Histórica! Uma antologia dos poetas do largo 13 de Santo Amaro, a primeira, e que já se chama "Santo Largo 13".
Isso vai acontecer no próximo dia 13.12 (ó, meu paínho!), na Casa de Cultura de Santo Amaro.
...ao mesmo tempo estão no corre-corre, pois é curto o prazo de produção e tem que sair bonito! Com peso!
...e não sai não? Tem poema de Cláudio Laureatti, João Rosalvo, Renato Palmares, Ivan Antunes, Rui Mascarenhas, Domenico, Erika Pires, Indiara Nicolettti, Carlos Galdino, Serginho Poeta, Sônia Pereira, Ad Rocha e Laurinha;
As fotos são de Sissy Eiko, as gravuras de Jozz, formatação de Erika Pires;
Que beleza!! Tõ aqui ansioso e Presente! Já, já mostro a capa!
(RM)
...ao mesmo tempo estão no corre-corre, pois é curto o prazo de produção e tem que sair bonito! Com peso!
...e não sai não? Tem poema de Cláudio Laureatti, João Rosalvo, Renato Palmares, Ivan Antunes, Rui Mascarenhas, Domenico, Erika Pires, Indiara Nicolettti, Carlos Galdino, Serginho Poeta, Sônia Pereira, Ad Rocha e Laurinha;
As fotos são de Sissy Eiko, as gravuras de Jozz, formatação de Erika Pires;
Que beleza!! Tõ aqui ansioso e Presente! Já, já mostro a capa!
(RM)
SARAUZÃO no coreto da Praça Floriano Peixoto
...a maravilhosa Carol Araújo; o Hell Boy Ivan Antunes; Kadu Ayala com toda sua tranquila-idade; Moacir Marques, Rui Mascarenhas, eu lindo; Dandy que subiu cantando acompanhado pelo público; Seu Jorge Esteves, o Verdadeiro; o belo e plácido João Rosalvo; nosso legítimo pernambucano Carlos "Cordel" Galdino; e o todo a mil Cláudio Laureatti zumbindo sobre nossas cabeças;
..mas também estavam espalhados entre a multidão da praça, Renato Palmares, Sônia Pereira, Paulo Almeida, Mavot Sirc, Renato Seixas, Everli, o mestre de cerimônias André Luís e os nossos queridos anfitriões do VAI, o Gil e a Rosa;
Foi durante o SARAUZÃO no coreto da Praça Floriano Peixoto, em Santo Amaro, neste sábado-15, que começou às 10 horas da manhã, com oficinas, workshops e declamações de amor.
Um encontro de VAI(s) da Zona Sul, com mais de 43 coletivos participando, inclusive esse, que é nosso! Palco aberto com microfone disponível e som.
Que covardia, não?
"As Treze visões do Largo Treze", bem 13! como afirmou o Ivan Antunes.
(Por RM)
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Após longo e tenebroso inverno...
Voltamos ativados com o blog.
Dia 15/11/08
às 15h
Sarau 13
Na praça Floriano Peixoto em Santo Amaro.
Encontro dos 42 projetos relacionados ao VAI da Zona Sul de São Paulo.
Quase uma Virada Cultural, 10h de luz, palco, som e artes...Só alegria?
Quem vem?
Dia 15/11/08
às 15h
Sarau 13
Na praça Floriano Peixoto em Santo Amaro.
Encontro dos 42 projetos relacionados ao VAI da Zona Sul de São Paulo.
Quase uma Virada Cultural, 10h de luz, palco, som e artes...Só alegria?
Quem vem?
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